<i>O Dia do Regicídio</i>
As reposições continuam a ser o pão-nosso-de-cada-dia nestes restos de época estival e a série portuguesa de seis episódios O Dia do Regicídio nem é um mau recurso. Realizada em 2008 por encomenda da RTP, este trabalho realizado por Fernando Vendrell e escrito, em parceria, por Filipe Homem Fonseca e Mário Botequilha ficciona a reconstituição dos acontecimentos políticos e sociais que desembocaram, em 1908, no assassinato do rei D. Carlos e do príncipe-herdeiro D. Luís Filipe em pleno Terreiro do Paço, em Lisboa, quando regressavam de uma estadia em Vila Viçosa, abrindo caminho à proclamação da República cerca de dois anos depois, a 5 de Outubro de 1910.
Beneficiando de recursos de produção e de um experimentado elenco, este trabalho registava na altura da estreia – e eficazmente – o centenário que há dois anos assinalava o importante acontecimento também conhecido por «o regicídio». Este ano, quando passa o centenário da implantação da República, faz todo o sentido que esta série seja reposta pela RTP-1, passando hoje mesmo, quinta-feira, os seus dois últimos episódios a partir das 23.30. O primeiro centra-se no próprio atentado, reconstituindo-o, e o segundo nos acontecimentos subsequentes, que já prenunciavam os alvores da República.
Como dissemos, a direcção – muito competente – esteve a cargo de Fernando Vendrell e o elenco engloba nomes experimentados como Ricardo Aibéu, Pedro Wallenstein, Pedro Carmo, Suzana Borges, Manuel Wiborg, Dinis Gomes, Pêpê Rapazote, Tiago Mateus, Adriano Luz, Virgílio Castelo, Vítor Norte, Pedro Lacerda, José Raposo, João Grosso, Márcia Breia e Laura Soveral.
Vidas Contadas
Vidas Contadas é um programa de reportagens de 25 minutos conduzidas por Judite de Sousa. Essas reportagens abordam «casos de vida, histórias de pessoas que viveram algo de marcante ou que se tornaram notícia por uma razão especial». A autora não hesita em convocar/desafiar os presumíveis «objectos» das reportagens, fazendo um apelo directo no próprio genérico do programa, que diz: «Se tiver uma história forte para nos contar, não hesite. Escreva para [email protected] e eu irei ao seu encontro, esteja onde estiver».
E lá irá, após as escolhas e a selecção que, obviamente, dependem em exclusivo de Judite de Sousa. Gostarmos ou não dessas escolhas, e do que nelas nos será contado, é coisa que só poderemos descobrir... vendo.
A transmissão destas peças de «investigação» (digamos) ocorre logo a seguir ao telejornal da noite da próxima segunda-feira, na RTP-1.
Selecções de futebol em campo
Esta semana, as duas selecções nacionais de futebol entram em campo em jogos de apuramento para as competições internacionais em que estão envolvidas.
Tudo começa na próxima sexta-feira, onde às 18 horas a RTP-1 transmitirá, em directo, o jogo da Selecção Nacional de Sub-21 para o Campeonato da Europa 2011, com Portugal a defrontar a selecção congénere da Inglaterra, num jogo que se disputará no Estádio de Barcelos. Logo de seguida, pelas 20.45, surge a transmissão directa do jogo entre as selecções de Portugal e do Chipre, que lutam pelo apuramento para o Campeonato Europeu de 2012.
Quatro dias depois, na terça-feira, as duas selecções nacionais de futebol realizam nova jornada das respectivas competições, com jogos que também contam com transmissão directa na RTP-1. Assim, pelas 14 horas a Selecção Nacional de Sub-21 enfrenta a correspondente da Macedónia, enquanto um pouco mais tarde, pelas 19.30, a «Selecção A» (mesmo sem o treinador Carlos Queiroz, ao que consta suspenso por algum tempo) enfrenta a da Noruega, mas na «casa» desta.
Um filme
Mystic River, um thriller sombrio realizado em 2003 por Clint Eastwood (que também compõe a música, como faz com frequência), é de novo exibido pela RTP-1 no serão do próximo domingo. É uma história amarga de três amigos de infância, depositários de uma tragédia que atingiu um deles (foi raptado e abusado por um pedófilo) e que se reencontram já em adultos para se confrontarem com nova tragédia envolvendo-os a todos. Um drama intenso e impressionante.